Primeiras impressões: Volvo C30 R-Design

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Hatch de luxo em versão mais esportiva conquista pelo desempenho. 
Interior sóbrio demais deixa o habitáculo sem graça, ao contrário do exterior.




Pode ser que a donzela Bella (Kristen Stewart) nem repare nos carros que o seu vampiro encantado exibe a cada capítulo da série cinematográfica Crepúsculo. Mas sem duvida, Edward, ou mesmo o ator que o vive, Robert Pattinson, ficaria mais contente ao dirigir ao invés de um C30 “normal”, a versão R-Design.



Embora o carro esteja fora da campanha agressiva da montadora sueca para atrair a atenção de consumidores mais jovens, ele é sim a versão mais descolada e mais esportiva do modelo de entrada da marca.



Também é a mais cara. O modelo sai por R$ 139.990 (com aumento de IPI) — já a versão ‘tradicional’ custa a partir de R$ 99.990. Diferença justificada por mudanças consideráveis no acabamento e pelo chassi mais rígido. O C30, especificamente na linha R-Design, vem equipado com rodas Miridis Diamond de aro 18”, spoiler dianteiro e teto solar elétrico.


vem equipado com rodas Miridis Diamond de aro 18” e teto solar elétrico (Foto: Divulgação)


Entre as novidades exteriores, a linha esportiva tem o acabamento dos espelhos retrovisores, dos faróis de neblina e da grade dianteira em metal polido. A grade conta também com o logo R-Design e os escapamentos tem as pontas cromadas. A seção inferior da carroceria vem na mesma cor do veículo, diferentemente dos modelos convencionais, nos quais o acabamento é sempre preto.



No interior do carro, há predomínio de acabamentos de metal, com detalhes de alumínio nas portas, no console central e no volante. O câmbio é revestido em couro perfurado, assim como o volante. Os pedais são de alumínio escovado, mas têm detalhes de borracha, que, garantem aderência e, assim, controle nos movimentos.



Impressões
Nas ruas, o que o motorista conduz é um carro precisamente bem elaborado. Sim, é um Volvo e, apesar de se tratar de um modelo com acabamento interno mais modesto e o seu desenho já não ser mais tão novidade assim, o prazer de dirigir é o que justifica a sua compra, diante dos concorrentes com preços e perfis semelhantes.



O conjunto motor transmissão, aliado à suspensão - calibrada para não ser nem tão firme e nem tão molenga - e ao volante de empunhadura confortável, é o que garante a sensação de segurança e precisão nas manobras.



O motor é um 2.5 a gasolina transversal, de cinco cilindros em linha, 20 válvulas, comando duplo (DOHC), variação de válvulas e injeção direta de combustível. Ele garante 230 cavalos de potência máxima a 5.000 rpm. O torque máximo é de 32,6 kgfm entre 1.500 rpm e 5.000 rpm. O câmbio é automático de cinco velocidades Geartronic. Assim, o carro acelera de 0 a 100 km/h em 9,4 segundos. A velocidade máxima é de 240 km/h.



No entanto, a vida do condutor poderia ser mais confortável se o banco não fosse tão baixo, que dificulta o entra e sai do carro, além de prejudicar a visibilidade dianteira. Infelizmente, consequências de um design arrojado. Assim como no Evoque, a visão traseira também é comprometida pelo rebaixamento do teto e o vidro pequeno.

 Estofamento dos bancos frontais é reforçado tanto no assento quanto no encosto (Foto: Divulgação)


Por outro lado, o estofamento dos bancos frontais é reforçado tanto no assento quanto no encosto, proporcionando uma posição mais confortável na estrada.


Volvo C30 RD tem motor 2.5 a gasolina transversal, de cinco cilindros em linha, 20 válvulas (Foto: Divulgação)


O que podia melhorar, e muito, é o acabamento interno. O carro tem ajuste elétrico do banco do motorista, tem bons materiais aplicados em bancos, painel, portas etc., mas é tão discreto e de cor tão sóbria que torna o veículo insosso por dentro (mesmo a versão bege). O painel, inclusive, tem mostradores tão simples que parecem se tratar de um carro bem mais barato.




O que podia melhorar, e muito, é o acabamento interno. O carro tem ajuste elétrico do banco do motorista, tem bons materiais aplicados em bancos, painel, portas etc., mas é tão discreto e de cor tão sóbria que torna o veículo insosso por dentro (mesmo a versão bege). O painel, inclusive, tem mostradores tão simples que parecem se tratar de um carro bem mais barato.


Acabamento interno do C30 R-Design é simples (Foto: Divulgação)


Perto de um Mini Cooper S, por exemplo, que traz tanto detalhe que demora uma semana para se dar conta de todos, o C30 R-Design traz um acabamento muito tímido.



O meio do caminho entre ele e um Cooper seria uma boa medida para animar a vida no habitáculo – tantas horas de trânsito merecem um aconchego maior, especialmente para o carona.

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